quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Sugestões para temas de textos

Aos interessados, solicito sugestões para temas de textos.

Favor enviar para o e-mail:   milton1penna2@gmail.com

Conto c/ a sua ajuda para melhorar o conteúdo deste blog.

Muito obrigado.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Ano Novo - novo recomeço - 1a Roda de Conversa

Agora é hora de me preparar para o ano de 2019. Estou lendo um livro ( O poder da ação - Paulo Vieira).  Já li 20% e até agora estou gostando muito. Tem  várias dicas interessantes, propõe reflexões, relata alguns casos verídicos.

Estou me fortalecendo.

Estou me aproximando da minha família atual.

Tenho repousado o suficiente.

Acredito que em 2019 darei continuidade ao processo de 2018.

Quero agradecer ao ano de 2018, pelos desafios, oportunidades, união, cooperação, vitórias. Pelo  saldo positivo.

Hoje participei de uma roda de conversa para alunos de medicina da Ufrj. É muito bom começar o ano sendo útil. Achei curto o tempo desta roda (aproximadamente 30 minutos). Respondemos apenas  três perguntas.

Achei que podíamos oferecer mais aos alunos, (Se o tempo fosse maior).

Nas rodas para alunos de psicologia são três rodas de aproximadamente 2 horas cada.

Desejo a todos um excelente 2019 com planos implementados,  satisfação das expectativas, alegria, cooperação e amor. Felicidade a todos. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

2018, um ano de recuperação

2018 foi um ano de recuperação. Devido ao coágulo no cérebro em novembro de 2017. Eu morei numa clínica de repouso todo o ano de 2018.

Me tratei com um neurologista que me deu um roteiro de tarefas a serem cumpridas. Aos poucos fui conquistando a minha autonomia. Ao final do ano eu estava habilitado a usar o transporte público, 4 X por semana e até 10 horas 2 X por semana.

Também retomei a terapia na Dpa (Divisão de Psicologia Aplicada da Ufrj). 

Voltei a frequentar as oficinas do Hospital Dia (Musicoterapia, Acompanhamento do grupo, ...). 

Dei continuidade à Voz dos Usuários (reuniões, rodas de conversa internas e externas).

Em 2019 está previsto voltar a morar sozinho e prosseguir  a participação do projeto Casulo. E nas atividades citadas anteriormente.

Em 13/12/2018 estou pensando na dificuldade para mim que é morar sozinho. Nesta época do ano fico instável. Faço as coisas c/ um esforço grande. Hoje é a última sessão antes do recesso de 34 dias da Dpa.

Conversei com meu filho e concordamos que, a princípio, ficarei na clínica em janeiro de 2019.

Desejo a todos um ótimo e Feliz Natal e um Novo Ano com muitos projetos realizados, muita(o) (saúde, paz, segurança pública, vagas nas escolas, ética, amor).

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A Transformação - O Casulo

A lagarta tece o casulo que vai protegê-la até ela se transformar em borboleta. (É uma proteção externa).

Para mim existem casulos externos (o local que moro, o Hospital Dia, a Voz dos Usuários, a Dpa, O cipe antigo, o projeto Casulo, ...). Estes são casulos geograficamente físicos.

Eles existem e eu participo simultaneamente deles

Também sou um casulo ambulante, me modificando a cada dia.

Tenho trabalhado a minha (paciência, capacidade (de ouvir, de calar, de observar, de relevar, de participar), resiliência, tolerância, ...).

Viso me tornar um ser humano mais (sábio, maduro, flexível, compreensivo). Enfim um ser humano melhor.

Em oposição ao casulo da lagarta (que ocorre dentro de um tempo específico). O meu processo de mudanças / transformações é para toda vida. Tenho procurado aproveitar as oportunidades que a vida tem me dado.

Acredito que estou me tornando um ser humano melhor.

Nos dias do projeto "Casulo" são feitas algumas posturas de Yoga, também trabalhamos com  a emissão e percepção de sons, e sempre temos por volta de 10 minutos para escrevermos sobre um tema proposto.

Coincidência ou não tenho dormido  melhor nestas noites.

Estou gostando muito de participar deste projeto.


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Compartilhando a minha experiência no meu tratamento

As Rodas de Conversa permitem que eu compartilhe a minha experiência de tratamento do transtorno bipolar de humor desde março de 2002.

Comecei a frequentar as rodas de conversa em novembro de 2016. Comecei a dar depoimento em janeiro de 2017.

Me sinto útil em participar da vida de profissionais da área de saúde. A maioria das rodas são para acadẽmicos de 3° período até 11°período (dependendo do curso).

Procuro passar minha experiência de forma sucinta, assertiva e objetiva.

Também fazemos rodas de conversa para profissionais formados.

Percebo que quanto mais idoso o público mais gratos eles são.

Aprendo muito com meus colegas. Com suas dificuldades, suas superações, suas dicas, seus relatos.

Fico feliz em participar destas rodas. É uma troca. É um jogo em que todos ganham.

Surgem pontos para reflexão e aos poucos vou me aprimorando, crescendo e aprendendo itens para aplicar na minha vida diária.

É uma oportunidade para conhecer várias pessoas, de vários lugares.

Nas últimas rodas de conversa foram abordados temas como: Reinserção social, Sexualidade e medicação, Crise, Preconceito e medo, Violência e agressividade, A sociedade contribui para o surgimento do transtorno ?, Apoio da família ou de fora, qual é o maior ?, Sonhos a realizar, Renda, trabalho e lazer, Ouvir vozes, Grau de estudo e quando descobriu o transtorno ?

Existem outros temas que não foram abordados aqui.

A cada Roda eu aprendo. 

Não inventei a roda, mas procuro crescer, melhorar a cada Roda.

Estou conseguindo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A influência da Musicoterapia no meu humor


Gosto muito das oficinas de musicoterapia do Vandré. Na maior parte das vezes eu saía feliz e satisfeito. O Vandré cria um clima ótimo.

Muitas vezes eu chegava para baixo e após cantar as músicas do grupo eu transformava meus sentimentos e saía ótimo.

Meu humor mudava para melhor.

Infelizmente  a oficina da musicoterapia do Vandré é no mesmo horário que a oficina da reunião da Voz dos Usuários. Prefiro participar da oficina da Voz dos Usuários.

Tenho participado da oficina de musicoterapia da Gabi.

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Relato do Vandré (Terapeuta ocupacional do Hospital Dia do Ipub).

A musicoterapia é um canal de expressão, usado para dar um sentido à existência de cada um. Ao se expressar por música pode haver uma empatia com os sentimentos de outras pessoas.

É possível transformar sofrimento em música.

A banda Cancioneiros surgiu de um projeto do Vandré para resgatar as músicas dos Pacientes do Hospital Dia do Ipub, dos compositores pacientes do Ipub que cantavam no Ipub.

A canção carro chefe é a sintomas (fala sobre saúde, dos transtornos mentais transformados em canção.

Quando o público canta junto torna o show melhor.

A mensagem passada é que apesar de todos os sintomas é possível transformar sofrimento em arte. Mesmo se tratando, a pessoa pode viver a vida, viver uma vida normal.


Fonte: Jornal Espaço Livre Ano 6 – Número 15 – Agosto de 2018
Hospital Dia / Centro de Atenção Diária (CAD) do Instituto de Psiquiatria (IPUB) / UFRJ




quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Trocando de postura no meu tratamento


1) Até os 56 anos eu me sentia: (vítima, injustiçado, discriminado, sacaneado, coitadinho,...). Eu me sentia credor do Mundo. As pessoas tinham que satisfazer as minhas vontades, na hora que eu queria, do jeito que eu escolhia. Caso não fizessem eu me sentia: (diminuído, coitadinho, sacaneado).

Eu jogava as responsabilidades pela minha vida para as pessoas que se relacionavam comigo. Eu era injusto com as pessoas, e não me importava em feri-las. Eu era um tirano, egoísta, imaturo, intragável.

Eu me achava vítima do destino por ter uma doença incurável. Eu manipulava as pessoas, usava a doença para obter vantagens nos meus relacionamentos. 

Eu queria "consertar" as pessoas (mesmo sem elas pedirem a minha opinião). Eu tinha muita dificuldade em aceitar as pessoas como elas são. Eu não conseguia consertar nem a mim.

Hoje percebo quanto sofrimento eu passei e também gerei nas pessoas a minha volta. Sofri durante 14 anos (Dos 42 até os 56).

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2) Agora me acho parceiro do mundo, comandante da minha vida. Assumi minha responsabilidade pelo meu tratamento e pela minha vida independente.

Estou construindo algumas redes de relacionamentos. Diminuiu muito o sofrimento. Procuro não manipular as pessoas e faço para os outros o que gosto que façam comigo.

Muitas vezes acontecem coisas que não me agradam, mas não tento "consertar" as pessoas. Estou aprendendo a olhar os acontecimentos "de fora", e só me manifesto quando pedem a minha opinião. Mas algumas vezes nem assim eu me manifesto. (Quando percebo que o destinatário não está pronto p/ ouvir a minha opinião).

Estou me esforçando para aceitar as pessoas  como elas são.

Estou mais maduro e apesar de não ter cura, a doença está controlada e tenho uma vida saudável.

Educação

A Coreia do Sul investiu pesado em educação. O Brasil vai cortar 30% da verba de custeio das universidades federais, que comoção. A...