1) Em 3 oportunidades, no passado, tomei a medicação por algum tempo. Me senti estável. Estava bem. Acreditei que estava "curado". Interrompi o uso e, em algum tempo, entrei em crise depressiva. A última vez foi em 2007. A partir dali passei a tomar o Lítio.
2) Em 2014, estava tomando um antidepressivo (Bupropiona) por algum tempo. A equipe médica trocou esta medicação por outras medicações que não me recordo. Perdi a noção de distâncias, de profundidade. Caminhava muito lentamente, "no piloto automático", falava arrastado, praticamente não raciocinava. Virei uma sombra do que eu era.
Para a minha sorte, a minha terapeuta da Dpa, entrou em contato com a minha equipe médica e narrou a minha mudança.
A medicação foi modificada e, aos poucos, retornei ao meu estado normal.
Esta foi uma crise gerada pela medicação inadequada.
3) Em outra ocasião me prescreveram Respiridona. Fiquei sem nenhum interesse pelas mulheres. Narrei o ocorrido para a Médica. Ela argumentou que era melhor perder o interesse sexual e melhorar no tratamento. Falei p/ ela que já possuía um doença incurável e ainda ficar brocha, não dava pra aceitar. Ela escolheu outro remédio e a situação foi resolvida.
Conclusão
A medicação deve ser modificada aos poucos. É muito importante haver uma forte parceria entre o médico e o paciente.
É desejável existir um diálogo entre a equipe médica, a terapeuta/psicóloga e o paciente.
É um processo em andamento, com transformações constantes.
É fundamental ir com muita calma em todas as horas.
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