1) Desde 2002, até o início de 2005 eu me tratava com uma psiquiatra particular. Fui gastando a minha reserva até acabar. Como não estava sentindo melhoras nos sintomas e a minha reserva acabou, fiquei muito desanimado e parei de tomar os remédios.
Fiquei depressivo, permanecia deitado olhando para o teto, sem tomar banho, escovar os dentes, ouvir música, ver TV, ... (Esta foi a primeira crise).
2) Em julho de 2005, comecei a me tratar no Ipub. A medicação começou a fazer efeito. Achei que estava curado. Interrompi o uso dos remédios e entrei na segunda crise.
3) Em 2007 achei que estava curado e abandonei a medicação. Entrei na terceira crise.
Apesar de ser muito teimoso, percebi que a doença parecia não ter cura. (Eu acredito que a cura será descoberta. Torço para ainda estar vivo quando isso ocorrer).
Apesar de ser muito teimoso, percebi que a doença parecia não ter cura. (Eu acredito que a cura será descoberta. Torço para ainda estar vivo quando isso ocorrer).
4) Em 2014, minha médica suspendeu o uso da bupropiona (que estava vencendo os sintomas depressivos). Minha médica passou outros medicamentos (que não me lembro quais). Fiquei muito esquisito. Perdi a noção de profundidade, meu raciocínio ficou muito lento, eu falava arrastado. (Esta foi a quarta crise).
A minha sorte é que (a assistente social e a psicóloga) ambas da Casa de Convivência Padre Velloso, entraram em contato com a minha médica, informaram o meu estado. A minha terapeuta da Dpa-Ufrj também conversou com a minha médica. A receita foi modificada e comecei a melhorar. Levou cerca de um mês para eu retornar ao estágio anterior.
Conclusão:
A) Abandonar a medicação leva à crise.
B) Alterar a medicação também pode levar à crise. (Sugestão: o psiquiatra , quando necessário, deve mudar os remédios aos poucos e sempre interagir com o paciente). Muita calma nesta hora.
C) É fundamental haver uma forte parceria entre o médico(a) e o(a) paciente.
D) Como minhas crises mais intensas são depressivas, fico deitado, olhando para o teto, não fico agressivo, não quebro a casa toda e não sou internado.
Obs.: Não internar é uma opção arriscada pois alguns pacientes se suicidam em crises depressivas intensas.
C) É fundamental haver uma forte parceria entre o médico(a) e o(a) paciente.
D) Como minhas crises mais intensas são depressivas, fico deitado, olhando para o teto, não fico agressivo, não quebro a casa toda e não sou internado.
Obs.: Não internar é uma opção arriscada pois alguns pacientes se suicidam em crises depressivas intensas.
Adorei as dicas, Milton. Obrigada por compartilhar um pouco da sua história! Isso é muito rico
ResponderExcluirOk Gabi. Fico feliz em poder ajudar.
ResponderExcluirBjs.