quinta-feira, 16 de maio de 2019

Educação


A Coreia do Sul investiu pesado em educação.
O Brasil vai cortar 30% da verba de custeio das universidades federais, que comoção.
A Coreia do Sul tem LG, Samsung, empresas de ponta – Tigre Asiático por definição !
O Brasil atrofia e detona o nível de instrução.


É o cágado Sul americano em ação
Quem mandou votar nele. Será que foi uma solução ?
Ficou aqui a desolação.
Se houver o impeachment do nosso presidente. Que benção !


Mas se não houver: que transtorno, que sufoco, que provação, que aflição.
Sofreremos com o sucateamento da educação.
Não merecemos tal “revolução” !

terça-feira, 7 de maio de 2019

Amizade


Amizade é um sentimento que fortalece, incentiva, rejuvenesce, ameniza os momentos difíceis, floresce, aproxima, cresce o bem-estar, aumenta a intimidade, produz uma telepatia, engrandece.

É uma conquista mais forte que qualquer bem material.

É saber que não importa o que aconteça, sempre posso contar com aquela pessoa.

Ela incentiva mas também é dura quando preciso. Ela não tem medo das consequências fazendo/falando o adequado para cada situação.

É um bálsamo, um oásis. Um afeto especial. Gera uma imensa saudade. Um sentimento de querer bem, de preencher a vida.

Produz sentimentos de gratidão, estima, simpatia, dedicação, afinidade, admiração, amor, carinho, afeição.

É mágico. É muito bom. É especial.

Dedico este texto aos meus amigos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2019

Aprendendo a lidar com o transtorno bipolar de humor

Aceito o transtorno. Durante muito tempo neguei que a doença não tem cura, mas pode ser controlada e posso ter uma vida normal.

Deixei fluir. Cansei de lutar contra a minha dificuldade em aceitar minha doença. Aceito ela com suas características.

 Busco ajuda: (com a minha família (conversas, whatsApp), terapia, tomo a medicação prescrita, faço atividades saudáveis (caminhada, musicoterapia, voz dos usuários), projeto casulo. Me cerco de pessoas positivas; participo das reuniões do grupo; leio bons livros; assisto bons filmes).

Faço algumas posturas de Ioga (durmo melhor).

Já fiz Tai-Chi-Chuan (acordou meu corpo e aumentou minha cognição).

Evito (reclamar, criticar, julgar, autopiedade, fugir).

Procuro (a solução, aprender sempre, perseverar, reinventar, selecionar pessoas).

Participo de Trabalho Voluntário -> Rodas de conversa da voz dos usuários.

Escrevo este blog para ajudar outros pacientes, seus familiares, pessoas da área da saúde.

quinta-feira, 24 de janeiro de 2019

Sugestões para temas de textos

Aos interessados, solicito sugestões para temas de textos.

Favor enviar para o e-mail:   milton1penna2@gmail.com

Conto c/ a sua ajuda para melhorar o conteúdo deste blog.

Muito obrigado.

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Ano Novo - novo recomeço - 1a Roda de Conversa

Agora é hora de me preparar para o ano de 2019. Estou lendo um livro ( O poder da ação - Paulo Vieira).  Já li 20% e até agora estou gostando muito. Tem  várias dicas interessantes, propõe reflexões, relata alguns casos verídicos.

Estou me fortalecendo.

Estou me aproximando da minha família atual.

Tenho repousado o suficiente.

Acredito que em 2019 darei continuidade ao processo de 2018.

Quero agradecer ao ano de 2018, pelos desafios, oportunidades, união, cooperação, vitórias. Pelo  saldo positivo.

Hoje participei de uma roda de conversa para alunos de medicina da Ufrj. É muito bom começar o ano sendo útil. Achei curto o tempo desta roda (aproximadamente 30 minutos). Respondemos apenas  três perguntas.

Achei que podíamos oferecer mais aos alunos, (Se o tempo fosse maior).

Nas rodas para alunos de psicologia são três rodas de aproximadamente 2 horas cada.

Desejo a todos um excelente 2019 com planos implementados,  satisfação das expectativas, alegria, cooperação e amor. Felicidade a todos. 

segunda-feira, 3 de dezembro de 2018

2018, um ano de recuperação

2018 foi um ano de recuperação. Devido ao coágulo no cérebro em novembro de 2017. Eu morei numa clínica de repouso todo o ano de 2018.

Me tratei com um neurologista que me deu um roteiro de tarefas a serem cumpridas. Aos poucos fui conquistando a minha autonomia. Ao final do ano eu estava habilitado a usar o transporte público, 4 X por semana e até 10 horas 2 X por semana.

Também retomei a terapia na Dpa (Divisão de Psicologia Aplicada da Ufrj). 

Voltei a frequentar as oficinas do Hospital Dia (Musicoterapia, Acompanhamento do grupo, ...). 

Dei continuidade à Voz dos Usuários (reuniões, rodas de conversa internas e externas).

Em 2019 está previsto voltar a morar sozinho e prosseguir  a participação do projeto Casulo. E nas atividades citadas anteriormente.

Em 13/12/2018 estou pensando na dificuldade para mim que é morar sozinho. Nesta época do ano fico instável. Faço as coisas c/ um esforço grande. Hoje é a última sessão antes do recesso de 34 dias da Dpa.

Conversei com meu filho e concordamos que, a princípio, ficarei na clínica em janeiro de 2019.

Desejo a todos um ótimo e Feliz Natal e um Novo Ano com muitos projetos realizados, muita(o) (saúde, paz, segurança pública, vagas nas escolas, ética, amor).

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

A Transformação - O Casulo

A lagarta tece o casulo que vai protegê-la até ela se transformar em borboleta. (É uma proteção externa).

Para mim existem casulos externos (o local que moro, o Hospital Dia, a Voz dos Usuários, a Dpa, O cipe antigo, o projeto Casulo, ...). Estes são casulos geograficamente físicos.

Eles existem e eu participo simultaneamente deles

Também sou um casulo ambulante, me modificando a cada dia.

Tenho trabalhado a minha (paciência, capacidade (de ouvir, de calar, de observar, de relevar, de participar), resiliência, tolerância, ...).

Viso me tornar um ser humano mais (sábio, maduro, flexível, compreensivo). Enfim um ser humano melhor.

Em oposição ao casulo da lagarta (que ocorre dentro de um tempo específico). O meu processo de mudanças / transformações é para toda vida. Tenho procurado aproveitar as oportunidades que a vida tem me dado.

Acredito que estou me tornando um ser humano melhor.

Nos dias do projeto "Casulo" são feitas algumas posturas de Yoga, também trabalhamos com  a emissão e percepção de sons, e sempre temos por volta de 10 minutos para escrevermos sobre um tema proposto.

Coincidência ou não tenho dormido  melhor nestas noites.

Estou gostando muito de participar deste projeto.


quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Compartilhando a minha experiência no meu tratamento

As Rodas de Conversa permitem que eu compartilhe a minha experiência de tratamento do transtorno bipolar de humor desde março de 2002.

Comecei a frequentar as rodas de conversa em novembro de 2016. Comecei a dar depoimento em janeiro de 2017.

Me sinto útil em participar da vida de profissionais da área de saúde. A maioria das rodas são para acadẽmicos de 3° período até 11°período (dependendo do curso).

Procuro passar minha experiência de forma sucinta, assertiva e objetiva.

Também fazemos rodas de conversa para profissionais formados.

Percebo que quanto mais idoso o público mais gratos eles são.

Aprendo muito com meus colegas. Com suas dificuldades, suas superações, suas dicas, seus relatos.

Fico feliz em participar destas rodas. É uma troca. É um jogo em que todos ganham.

Surgem pontos para reflexão e aos poucos vou me aprimorando, crescendo e aprendendo itens para aplicar na minha vida diária.

É uma oportunidade para conhecer várias pessoas, de vários lugares.

Nas últimas rodas de conversa foram abordados temas como: Reinserção social, Sexualidade e medicação, Crise, Preconceito e medo, Violência e agressividade, A sociedade contribui para o surgimento do transtorno ?, Apoio da família ou de fora, qual é o maior ?, Sonhos a realizar, Renda, trabalho e lazer, Ouvir vozes, Grau de estudo e quando descobriu o transtorno ?

Existem outros temas que não foram abordados aqui.

A cada Roda eu aprendo. 

Não inventei a roda, mas procuro crescer, melhorar a cada Roda.

Estou conseguindo.

quinta-feira, 18 de outubro de 2018

A influência da Musicoterapia no meu humor


Gosto muito das oficinas de musicoterapia do Vandré. Na maior parte das vezes eu saía feliz e satisfeito. O Vandré cria um clima ótimo.

Muitas vezes eu chegava para baixo e após cantar as músicas do grupo eu transformava meus sentimentos e saía ótimo.

Meu humor mudava para melhor.

Infelizmente  a oficina da musicoterapia do Vandré é no mesmo horário que a oficina da reunião da Voz dos Usuários. Prefiro participar da oficina da Voz dos Usuários.

Tenho participado da oficina de musicoterapia da Gabi.

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Relato do Vandré (Terapeuta ocupacional do Hospital Dia do Ipub).

A musicoterapia é um canal de expressão, usado para dar um sentido à existência de cada um. Ao se expressar por música pode haver uma empatia com os sentimentos de outras pessoas.

É possível transformar sofrimento em música.

A banda Cancioneiros surgiu de um projeto do Vandré para resgatar as músicas dos Pacientes do Hospital Dia do Ipub, dos compositores pacientes do Ipub que cantavam no Ipub.

A canção carro chefe é a sintomas (fala sobre saúde, dos transtornos mentais transformados em canção.

Quando o público canta junto torna o show melhor.

A mensagem passada é que apesar de todos os sintomas é possível transformar sofrimento em arte. Mesmo se tratando, a pessoa pode viver a vida, viver uma vida normal.


Fonte: Jornal Espaço Livre Ano 6 – Número 15 – Agosto de 2018
Hospital Dia / Centro de Atenção Diária (CAD) do Instituto de Psiquiatria (IPUB) / UFRJ




quinta-feira, 4 de outubro de 2018

Trocando de postura no meu tratamento


1) Até os 56 anos eu me sentia: (vítima, injustiçado, discriminado, sacaneado, coitadinho,...). Eu me sentia credor do Mundo. As pessoas tinham que satisfazer as minhas vontades, na hora que eu queria, do jeito que eu escolhia. Caso não fizessem eu me sentia: (diminuído, coitadinho, sacaneado).

Eu jogava as responsabilidades pela minha vida para as pessoas que se relacionavam comigo. Eu era injusto com as pessoas, e não me importava em feri-las. Eu era um tirano, egoísta, imaturo, intragável.

Eu me achava vítima do destino por ter uma doença incurável. Eu manipulava as pessoas, usava a doença para obter vantagens nos meus relacionamentos. 

Eu queria "consertar" as pessoas (mesmo sem elas pedirem a minha opinião). Eu tinha muita dificuldade em aceitar as pessoas como elas são. Eu não conseguia consertar nem a mim.

Hoje percebo quanto sofrimento eu passei e também gerei nas pessoas a minha volta. Sofri durante 14 anos (Dos 42 até os 56).

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2) Agora me acho parceiro do mundo, comandante da minha vida. Assumi minha responsabilidade pelo meu tratamento e pela minha vida independente.

Estou construindo algumas redes de relacionamentos. Diminuiu muito o sofrimento. Procuro não manipular as pessoas e faço para os outros o que gosto que façam comigo.

Muitas vezes acontecem coisas que não me agradam, mas não tento "consertar" as pessoas. Estou aprendendo a olhar os acontecimentos "de fora", e só me manifesto quando pedem a minha opinião. Mas algumas vezes nem assim eu me manifesto. (Quando percebo que o destinatário não está pronto p/ ouvir a minha opinião).

Estou me esforçando para aceitar as pessoas  como elas são.

Estou mais maduro e apesar de não ter cura, a doença está controlada e tenho uma vida saudável.

segunda-feira, 24 de setembro de 2018

Setembro Amarelo (episódios amarelos)


Setembro Amarelo é uma campanha brasileira de prevenção ao suicídio, iniciada em 2015. 

É uma iniciativa do Centro de Valorização da Vida (CVV), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e da Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP).

                                                 Episódios Amarelos                                                                 

1) Quando eu tinha 14 anos o mar estava forte e (uma vez na praia do Leme e outra na praia de Ipanema) entrei no mar e quase morri afogado. (Eu achava que era indestrutível e que nada de mal me aconteceria). Eu não conhecia a correnteza e (como sabia nadar) achei que tudo daria certo. Talvez tenha sido uma tentativa inconsciente de me suicidar. Mas passei a respeitar o mar, e não entrar quando ele estivesse forte.

2) Eu gostava de ver futebol noturno no colégio (da janela do meu quarto). Eu morava no 15° andar. Como os jogos demoravam eu trancava a porta do meu quarto, apagava a luz e sentava no parapeito da janela e via os jogos. Na época eu tinha 16 anos. Não sei dizer se foram tentativas de suicídio. Meu diagnóstico só ocorreu aos 42 anos. Mas foi um flerte coma morte.

3) Aos 21 anos fui ao Maracanã sozinho para ver a decisão do campeonato Brasileiro. Foi Flamengo X Atlético mineiro (que jogava pelo empate). Na época as arquibancadas eram em forma de degrau. Foi um jogão, o Fla ganhou por 3 X 2 e foi campeão. Acho que ir sozinho com aquela multidão toda foi (no mínimo) uma imprudência. Mas gerou uma euforia fantástica. Foi muito bom. Me orgulho de ter ido àquele jogo. Mas poderia ter ferimentos decorrentes desta escolha.

4) Aos 26 anos, levei uma bolada no  testículo, que  começou a crescer até ficar maior que um ovo de galinha. (Eu tive medo de ir ao urologista). Ele retirou o testículo e a biopsia mostrou que eu estava com um câncer de adulto jovem. Por ter demorado a ir ao médico eu estava com metástase nos pulmões.
Tive que fazer várias sessões de quimioterapia. A uma certa altura eu queria interromper o tratamento e morrer. Até hoje não sei porque mudei de ideia.
Eu não tinha memória. Não entendia o que lia. Vivia desanimado. Só queria dormir. Estava pálido como uma vela. Não me interessava por nada. Me sentia um peso p/ minha família.

5) Aos 42 anos (já diagnosticado como Bipolar tipo2 ciclo rápido) fui ao Maracanã p/ ver um Fla-Flu. O Fla ganhou de goleada. Fiquei eufórico. Fui ao calçadão do Leme c/ a minha bandeira do Fla. Eu estava sóbrio e careta e passou um Homem me provocando. Eu percebi que se eu brigasse eu levaria a pior. Blefei dizendo que estava armado mas não queria atirar nele (a menos que ele me obrigasse). Para minha sorte ele foi embora.

6) Entre os 44 e 47 anos tive 3 episódios depressivos. Aos 44 anos eu morava no 12º andar. Estava há vários dias sem (tomar banho, fazer a barba, escovar os dentes, usar desodorante). Ficava o dia inteiro olhando para o teto. Até que senti um impulso grande de pular p/ o térreo pela área de serviço. Então percebi que, se continuasse ali acabaria pulando. Vesti uma roupa, calcei um tênis e fui para a casa da minha mãe.


7) Aos 54 anos, trocaram a a minha medicação e fiquei andando sem noção de profundidade. Se caísse na rua ou caísse nos trilhos do metrô achariam que foi uma tentativa de suicídio, quando na verdade foi um efeito colateral da medicação.
8) Sou solitário. Estou (aos poucos) construindo uma rede de proteção. Melhorei o meu relacionamento com o que restou da minha família. (Conto com os 3 membros que a compõem).

As outras pessoas que conheço sumiram no período após a cirurgia no cérebro. Foi bom porque pude constatar com quem eu posso contar.

O solitário é uma presa fácil das dificuldades da vida (e do suicídio). O animal solitário/desgarrado é uma presa fácil dos predadores.

9) O preconceito é uma espécie de suicídio aos poucos. Através dele me afasto das pessoas que tem um comportamento que tenho dificuldade de aceitar. Estou me esforçando p/ diminuir meus preconceitos. Mas é um processo lento e complexo. Já melhorei e pretendo continuar progredindo.

10Considerações finais: Narrei suicídio inconsciente, flerte com a morte, imprudência que poderia gerar ferimentos, protelar a ida ao urologista e vontade de morrer no tratamento de câncer no testículo, Blefei arriscando a minha vida, 3 episódios depressivos (o primeiro com impulso p/ pular do 12° andar).
Interpretação de tentativa de suicídio quando era efeito colateral da medicação, solitário como presa do suicídio, preconceito como um suicídio aos poucos.

11) Conclusão: Leitor. (Convido-o para refletir sobre cada item, procurando identificar em cada item se foi uma tentativa de suicídio ou não).
Espero (com este texto) tê-lo ajudado.







quinta-feira, 13 de setembro de 2018

Minhas fases no tratamento do Transtorno Bipolar de Humor (Até Setembro de 2018)

Fase 1 (março de 2002 a fevereiro de 2018): Dificuldade da psiquiatra definir se eu estava com depressão ou se era transtorno bipolar de humor. Ela levou aproximadamente seis meses para decidir pelo transtorno.

Não aceitei o diagnóstico de "Não ter cura". Tive três crises. Eu estava me sentindo bem, achei que estava bom e parei de tomar os remédios. Após algum tempo fiquei depressivo.
Primeiro senti tristeza e depois tive uma melancolia.
Numa escala de 0 a 10, a tristeza vale 3 (É um terço do poço). A melancolia vale 10. (É o fundo do poço).

A depressão mata. Depois de instalada é muito difícil reverter.

A quarta crise ocorreu quando a psiquiatra trocou a minha medicação tirou uma e colocou quatro. Eu fiquei péssimo. Não andava, (me arrastava). Eu perdi a noção de profundidade, meu raciocínio ficou muito lento, perdi minha energia. Eu virei  um robô sem energia.

A partir de novembro de 2017 a minha medicação foi modificada, e começou a fazer efeito. Foram feitos alguns ajustes e em setembro de 2018, o psiquiatra disse que estou com o transtorno controlado. A meu pedido ele passou uma medicação para eu dormir. Com poucos ajustes a medicação surtiu o efeito desejado. As minhas consultas começaram a ficar mais espaçadas.

As 4 crises estão ligadas à medicação (3 porque parei, 1 por mudança de medicação).

Nesta fase eu me achava credor do Mundo. Eu achava que os outros eram responsáveis pela minha recuperação e pelo meu bem-estar. Eu plantava espinhos e queria colher maçãs.
Eu não me sentia responsável pelo meu tratamento. Eu fazia terapia mas não chamava p/ mim a responsabilidade. Eu achava que iria melhorar num passe de mágica.

A partir de dezembro de 2017 a minha família atual (minha irmã, meu filho e a mãe do meu filho) se aproximou de mim para me ajudar na recuperação da cirurgia feita em novembro de 2017 (p/ retirada de um coágulo no cérebro).

Fase 2 (A partir de março de 2018): Medicação com pequenos ajustes. Acredito que eu e o mundo somos parceiros. Sou responsável (pelo controle do transtorno, pela minha melhora, meu bem-estar, pela semeadura (é livre mas a colheita é obrigatória)).

A partir de 16/abril/2018 fui ao Neurologista. Ele substituiu dois medicamentos por um outro e meus tremores diminuiram muito. Ele me liberou p/ fazer caminhadas próximas à Clínica de Repouso, aproximadamente 2 meses depois ele autorizou eu usar transporte público 2 X por semana, mais ou menos em um mês fui autorizado a usar o transporte público 3 X por semana.

Participo de oficinas do Hospital Dia do Ipub.

Faço consultas com frequência com o médico do Cipe (centro integrado de pesquisa) antigo do Ipub, faço exames de sangue periódicos, para acompanhar o teor de Lítio no sangue, e a uréia e creatinina no sangue.

Faço terapia na Dpa (divisão de psicologia aplicada da Ufrj) 2 X por semana.

Participo de rodas de conversa da "A voz dos usuários", (falo sobre minha experiência no tratamento do transtorno bipolar).
Essas rodas de conversa são p/ a área de saúde (acadêmicos ou profissionais).

Escrevo textos para este blog, faço revisão dos textos.

Participo das oficinas (musicoterapia, voz dos usuários, acompanhamento do grupo).

Quero participar do projeto "Academia do Cérebro". Que visa a: (ficar mais independente, manter a atenção por mais tempo, melhorar a atenção, ...). Já entrei numa lista de espera. (A previsão é participar no ano de 2019).

A vida agora está mais leve, mais saborosa, mais interessante.

Estou mais maduro. Desenvolvi habilidades para lidar com o transtorno. Hoje o vejo como um mestre e, como bom discípulo, procuro aprender as lições.

Aprendi que não tem cura, mas posso ficar controlado e ter uma ótima qualidade de vida.

quinta-feira, 6 de setembro de 2018

Minha oscilação (Extremos: de Ativo para Inativo - para de novo Ativo) Setembro/2018

1) Posições: (de março de 2002 a novembro de 2017)

Fase inativa: de maio de 2004 até julho de 2014.

De março de 2002 até outubro de 2007, eu me tratava, mas tive três crises. Eu estava inativo até julho de 2014. 

De outubro de 2007 até outubro de 2014 não tive crises. Em outubro de 2014 tive uma crise devido à troca da medicação.

Fase ativa: Em julho de 2014 eu passei a morar sozinho. Em abril de 2015 fui morar em Niterói. Eu lavava minha roupa, vinha ao Ipub, lia muito, participava de reuniões para conhecer uma nova maneira de viver, estava construindo uma rede de relacionamento em Niterói, fazia compras no mercado, limpava o apartamento, navegava na internet, escrevia e revisava textos para este blog.

Em novembro de 2017 (após a retirada de um coágulo no cérebro), não tinha mais condições de morar sozinho.

Fase inativa: Fui morar numa clínica de repouso.

Lá há várias equipes: da (limpeza, cozinha, enfermaria, administração, dos serviços gerais).

Sou cuidado por todas as equipes. Me sinto como um hóspede.


Sempre procurei melhorar e me fortalecer aos poucos. Li vários livros comprados antes e pedi a minha família para me liberar para caminhar, pegar transporte público (para poder retomar a minha rotina de tratamento no Hospital Dia, na Dpa e no cipe antigo). 

Estas autorizações foram dadas por um médico Neurologista, apartir de 16/abril/2018.

Estou me esforçando para aproveitar as oportunidades.

Estou morando na referida casa desde dezembro de 2017.

Apesar de todas as mordomias, não vejo a hora de recuperar a minha independência.

Me sinto como um prisioneiro. Lá há muitos idosos com mais de 70 anos. Tem uma senhora com mais de 100 anos. Não temos afinidade, o ponto em comum é morarmos no  mesmo local.

Os idosos estão acomodados com a vida que levam, não querem sair de lá (Alguns nem conseguem mais andar).

Quero voltar a morar em Niterói.

Quero voltar a ser ativo.

Quero a minha vida de volta.

2) Ativo novamente:  (A partir de março de 2018).

Em 11/09/2018 (fui autorizado a usar o Transporte público 3X por semana), em 09/10/18 recebi autorização para frequentar o Ipub 4 X por semana. Pode parecer bobagem mas para mim cada autorização é mais um degrau para ter a minha vida de volta.

Participo de oficina de Musicoterapia, atividades da Voz dos Usuários, reunião em grupo do Hospital Dia, sessões de terapia na Dpa, Consultas com o psiquiatra do Cipe Antigo.

Enfim levo uma vida mais independente. É um processo em andamento até eu ser autorizado para retornar a morar em Niterói.

Quero minha vida de volta !

Obs.: Mesmo morando numa clínica de repouso estou conquistando uma certa autonomia. (É um processo que está em andamento).

segunda-feira, 6 de agosto de 2018

Uma interrupção na medicação de novembro a dezembro/2017, e no blog (de 17/novembro de 2017 até agosto de 2018).

Segunda feira (06/Agosto/2018). Foi o primeiro contato neste Blog desde novembro de 2017. (Aproximadamente nove meses se passaram).

Fui encontrado desmaiado no apto em que morava na época (novembro de 2017). Foi feita uma tomografia e na sequência fui operado (p/ retirar um coágulo no cérebro).

Fui encaminhado para um neurologista. Ele elaborou um cronograma com tarefas para verificar o meu progresso em atividades, visando a minha recuperação da vida normal (uma vida independente). Este processo está acontecendo e ainda não tive alta (para retornar ao meu apartamento).

Quando saí do hospital, não tinha condição de morar sozinho. Fui para uma casa de repouso geriátrico.

Fiquei muito feliz quando fui  liberado para fazer caminhadas sozinho. (Foi um ótimo progresso). Agora consegui ser liberado para usar transporte público 2 X p/ semana.

Em setembro/2018 fui liberado p/ usar transporte público 3 X p/ semana.

Em outubro/2018 fui autorizado p/ ir ao Ipub 4X p/ semana.

É um processo que está ativo.

O período de recuperação começou em novembro de 2017. Já estamos em outubro de 2018. Estou lutando e me esforçando para recuperar a minha vida. Tenho aprendido muitas coisas, vivenciado outras tantas. Confesso que quero retornar, o quanto antes, à minha vida de antes do desmaio.

Esta queda não teve nada a ver com o transtorno bipolar, mas atrapalhou o meu tratamento quando originou a quebra da minha independência.

Mas de qualquer forma é uma oportunidade para o meu crescimento. Estou aprendendo muito e o relacionamento com a minha família atual está se fortalecendo.

Fico feliz por (aos poucos) recuperar a minha independẽncia.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Instalando a Tv Digital (20/10/2017)

Na sexta feira, 20/10/2017, instalei o kit para Tv Digital na minha TV. A noite vi o último capítulo da novela "A Força do Querer" 

Foi muito bom ver a "Bibi" (Juliana Paes), a "Geiza" (Paola de Oliveira), a "Ritinha" (Isis Valverde). Em imagem digital (sem fantasmas, sem chuvisco, ...).

O melhor de tudo é que consegui instalar a antena UHF, o codificador digital, sintonizar os canais. A imagem ficou um espetáculo. A Juju, a Paola, A sereia (Isis Valverde) ficaram com qualidade de filme de hollywood. 

Agora meu lazer ficou com uma qualidade de primeiro mundo.

Hoje pretendo ver o filme "Missão Impossível".

segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Roda de Conversa em Seropédica (Universidade Rural - 4/10/2017 (4a feira))

Data:  04/10/2017 (4ª Feira).

Local: Seropédica (Universidade Rural).
O tempo ficou nublado, a temperatura estava agradável, e não choveu. Em resumo foi ótimo !
Local lindo: Construção ampla. A roda de conversa foi em um terreno gramado, havia uma árvore gigantesca.

Duração: de 12:30 até 14:40hs. (Aproximadamente).

Público Alvo: Estudantes de psicologia do 3° período (maioria) e do 5° período. (Cerca de 100 pessoas).

Professora Débora.

Usuários: 6 + 2 (estagiária de Psi e Psicóloga de Apoio).

Temas abordados: 
  • Como foi descoberta a doença (cada usuário narrou a sua história) (Este tema foi proposto pela professora Débora).
  • Relações: 1) Paciente X Terapeuta, 2) Paciente X Médica(o), 3) Paciente X Familiares, 4) Paciente X Outros Pacientes.
  • Hospital Dia X Reunião com os familiares dos pacientes. (Familiares informam como estão lidando com os pacientes. Troca de experiências. (Tipo ALANON)).
  • Violências: 1) Sofridas pelos pacientes que foram internados. 2) Praticadas pelo paciente em momento de surto.
  • Sexualidade X Alguns remédios prescritos. No meu caso fiquei totalmente apático. Conversei com a médica e a convenci trocar a medicação que possuia este efeito colateral.
Obs.: Estes foram os temas que me recordo.

Gostei muito desta roda. Foi muito enriquecedor ouvir como foi a descoberta da doença dos meus colegas. Foi, para mim, inédito participar de uma Roda de Conversa em contato tão íntimo com a Natureza.


Ps. Ainda teve um ótimo piquenique incluído no pacote da Roda. 
Agradeço muito aos nossos anfitriões.

terça-feira, 5 de setembro de 2017

Meu histórico no tratamento bipolar de humor (Atualizado até 28/08/2018)

Afastamento da rotina diária: (de novembro de 2017 até agosto de 2018), tive um coágulo no cérebro (fui operado), estou em processo de recuperação sob a supervisão de um médico neurologista.

Na sexta feira, 20/10/2017, instalei o kit para Tv Digital na minha TV. A noite vi o último capítulo da novela "A Força do Querer"

Foi muito bom ver a "Bibi" (Juliana Paes), a "Geiza" (Paola de Oliveira), a "Ritinha" (Isis Valverde). Em imagem digital (sem fantasmas, sem chuvisco, ...).

O melhor de tudo é que consegui instalar a antena UHF, o codificador digital, sintonizar os canais. A imagem ficou um espetáculo. A Juju, a Paola, A sereia (Isis Valverde) ficaram com qualidade de filme de hollywood. 

Agora meu lazer ficou com uma qualidade de primeiro mundo.

Em (23/10/17) - vi o filme "Missão Impossível".


Em junho de 2002, soube do meu diagnóstico, de Transtorno Bipolar de Humor (TBH).

Fiquei arrasado quando soube que era uma doença incurável. (Só tinha controle). Depois descobri que esse "controle" era relativo.

Achei que estava acabado. Eu não tinha a menor ideia de como faria para lidar com essa nova e limitada realidade. (Como lidar com isso ) ?

Eu tinha muitos altos e baixos. Um passo para frente, com quatro para trás. Era muito diferente de tudo que vivi até então. Isso me assustava muito.

Durante alguns anos eu afundei e não percebi o que fazer para reverter esta situação.

As coisas começaram a melhorar a partir de agosto de 2004, quando comecei a partcipar das atividades da Organização Brahma Kumaris. Fundada na Índia em 1937.

Participei de cursos rápidos sobre: Meditação Raja Yoga, pensar positivamente, conquistando a auto-estima, mestre do tempo e vencendo o stress.

No tratamento médico, abri uma nova fase, a partir de julho de 2005, quando comecei o tratamento no Ipub da Ufrj.

Minhas crises ao longo do tratamento

1) Desde 2002, até o início de  2005 eu me tratava com uma psiquiatra particular. Fui gastando a minha reserva até acabar. Como não estava sentindo melhoras nos sintomas e a minha reserva acabou, fiquei muito desanimado e parei de tomar os remédios.
Fiquei depressivo, permanecia deitado olhando para o teto, sem tomar banho, escovar os dentes, ouvir música, ver TV, ... (Esta foi a primeira crise).

2) Em julho de 2005, comecei  a me tratar no Ipub. A medicação começou a fazer efeito. Achei que estava curado. Interrompi o uso dos remédios e entrei na segunda crise.

3) Em 2007 achei que estava curado e abandonei a medicação. Entrei na terceira crise.

Apesar de ser muito teimoso, percebi que a doença parecia não ter cura. (Eu acredito que a cura será descoberta. Torço para ainda estar vivo quando isso ocorrer).

Em 2009 participei de terapia de grupo no Cipe Antigo do Ipub da Ufrj.
O grupo era formado por bipolares. O que gerava uma ótima sensação (de um grupo unido por características semelhantes).
O mediador era um psicólogo experiente. Foi bom porque todos os membros traziam seus temas e todos eram contemplados. Eu gostava muito.
Infelizmente o grupo acabou porque o Psicólogo terminou o mestrado e foi seguir o caminho dele.

Em março de 2010, iniciei a terapia individual na Dpa da Ufrj.

Em 2013 participei de "Rodas de Conversas Terapêuticas". Era uma espécie de terapia de grupo. Obedecia algumas regras e era muito interessante, quando o meu tema era escolhido.
Participei algumas vezes.
Não concordei com a regra em que cada participante poderia trazer um tema individual. Havia uma votação e só o tema mais votado era desenvolvido. Os outros temas eram descartados. Algumas vezes eu precisava de ajuda e meu tema era descartado. Eu me sentia rejeitado. (Na terapia de grupo todos os temas trazidos pelos participantes, são válidos e sempre há um feedback para cada participante).

Em 2013, conheci a "Casa de Convivência Padre Velloso" (em Botafogo). Após entrevistas com a Assistente Social e a Psicóloga fui autorizado a fazer atividades variadas. (Tai chi chuan, oficinas de dança moderna, espaço para cantar o que desejasse, ...). Foi uma época em que eu estava muito isolado e sem fazer atividades saudáveis.

Última crise

Em setembro de 2014, estava tomando um antidepressivo há alguns anos. Me trato no Cipe Antigo do Ipub, onde participo de pesquisas. Minha médica da época, me aplicava questionários (chamados de escalas). Ao fim de cada escala, ela dizia que eu estava um pouco "acelerado". Eu achava que estava "normal".

Ela decidiu trocar a minha medicação de maneira radical. Cortou o antidepressivo e colocou algumas outras medicações. Fiquei andando como um robô. Perdi a minha noção espacial.

Na época eu morava em um quarto em Copacabana. Não tinha dinheiro para pagar ônibus. Vinha a pé de Copacabana até o Ipub, ou até a Casa de Convivência Padre Velloso. Passava pelo túnel Novo, me arriscava a cair na via e ser atropelado. (Como muitas vezes eu estava depressivo, a conclusão poderia ser uma tentativa de suicídio (o que não era o caso). (Era um efeito colateral da nova medicação).

Esta foi uma crise gerada pela nova medicação.


Conclusão sobre minhas 4 crises:

A) Abandonar a medicação leva à crise.

B) Alterar a medicação também pode levar à crise. (Sugestão: o psiquiatra , quando necessário, deve mudar os remédios aos poucos e sempre interagir com o paciente). Muita calma nesta hora.

C) É fundamental haver uma forte parceria entre o médico(a) e o(a) paciente.

D) Como minhas crises mais intensas são depressivas, fico deitado, olhando para o teto, não fico agressivo, não quebro a casa toda e não sou internado.

Obs.: 1) Não internar é uma opção arriscada pois alguns pacientes se suicidam em crises depressivas intensas.

2) Meu médico atual (Outubro de 2017) informou que qualquer ser humano pode ter depressão. (Eu acreditava que a depressão só ocorria para os diagnósticos de "Transtorno Bipolar de Humor" e "Depressão").
Ele falou que alguns casos tem cura. (Mas o meu caso não tem cura).

Em setembro de 2016 comecei a frequentar o Hospital Dia do Ipub da Ufrj.

Em novembro de 2016 ingressei no grupo "A voz dos usuários".

Em junho de 2017 conheci e, comecei a frequentar, um local de estudos, convivência e prática de novos conhecimentos.

O Saldo positivo disso tudo é:

1) Fiz cursos importantes na Organização Brahma Kumaris.

2) Recebi auxílio da terapia de grupo no Cipe Antigo do Ipub.

3) Tive um saldo positivo com as "Rodas de Conversas Terapêuticas", nas vezes em que o meu tema foi escolhido.

4) Participei de atividades diversas na "Casa de Convivência Padre Velloso". Foi importante para romper o meu isolamento social.

5) Conheci (no Cipe Antigo do Ipub) uma médica e dois médicos que deixaram um valioso legado para mim.

6) Me identifiquei com uma terapeuta da Dpa (que já se formou em psicologia pela Ufrj).

Ela conversou algumas vezes com o meu filho e com a minha irmã. Nós melhoramos nosso relacionamento. Acredito que agora eles compreendem melhor o que ocorre comigo.

Ela criou um hábito e uma oportunidade, para meus familiares conversarem com as terapeutas da Dpa que a sucederam. Foi ótimo para nós (familiares e paciente).

7) Frequentei/frequento oficinas do Hospital Dia do Ipub: Escrita, Palavrear, Musicoterapia, Cine Pipoca, Acompanhamento do Grupo, Reuniões da Voz dos usuários, Informática da Voz dos Usuários, Somos Um.

8) Minha irmã frequenta reuniões mensais no Hospital Dia do Ipub. Ela aprende como os cuidadores se relacionam com seus familiares (doentes mentais) que frequentam o Hospital Dia.

9) O Grupo "A Voz dos Usuários" possui (site, vídeos). Alguns usuários possuem Blog's. O objetivo é transmitir a experiência vivida no tratamento da doença mental.

O grupo promove rodas de conversa para estudantes universitários e profissionais da área de saúde mental.

Roda de Conversa em Seropédica (Universidade Rural)

Dia 04/10/2017 (4ªFeira)

Temas abordados: 

  • Como foi descoberta a doença (cada usuário narrou a sua história) (Este tema foi proposto pela professora Débora).
  • Relações: 1) Paciente X Terapeuta, 2) Paciente X Médica(o), 3) Paciente X Familiares, 4) Paciente X Outros Pacientes.
  • Hospital Dia X Reunião com os familiares dos pacientes. (Familiares informam como estão lidando com os pacientes. Troca de experiências. (Tipo ALANON)).
  • Violências: 1) Sofridas pelos pacientes que foram internados. 2) Praticadas pelo paciente em momento de surto.
  • Sexualidade X Alguns remédios prescritos. No meu caso fiquei totalmente apático. Conversei com a médica e a convenci trocar a medicação que possuia este efeito colateral.
Obs.: Para outros detalhes veja o texto postado "Roda de Conversa em Seropédica (Universidade Rural - 4/10/2017 (4a feira))".

Com frequência visitamos outras instituições (Fiocruz, Uff de Rio das Ostras, ...).

10) Pesquisei na internet e encontrei um local (próximo à minha casa) muito interessante. Frequento lá desde junho de 2017. Já tenho notado uma melhora na minha qualidade de vida e também na minha saúde mental. (Esta parte do texto foi redigida em setembro de 2017). Mais vezes tenho acordado animado, bem disposto.

A minha disposição (ao acordar) aumentou muito e não me lembro de acordar arrasado (como várias vezes ocorria antes).

11) Meu filho e eu (estamos participando de "nossas Happy Hours"). Temos conversado pessoalmente com frequência.

Meu filho está tendo a oportunidade de conhecer um novo Milton (edição revista, ampliada e atualizada) !

Estou feliz com esse contato de "olho no olho" com o meu filho. Quero que ele me conheça e também quero aprender sobre ele, compreendê-lo.

Estou contente com essa nova etapa da minha Vida.

Agora estou dando mais passos para frente, do que passos para trás.

Conclusão:

O Transtorno Bipolar de Humor (TBH) me permitiu me conhecer melhor e participar de novos desafios que geraram um crescimento pessoal e um melhor equilíbrio emocional. Acredito que me fortaleci ao longo destes anos (desde 2004).

Apesar das dificuldades, percebo mudanças positivas,  e, aos poucos, estou me superando e lidando melhor com este transtorno. (TBH).

Agradeço a todas as pessoas que convivem/conviveram comigo: (médicos, terapeutas, pacientes do Ipub, equipe do Hospital Dia, pacientes da Dpa, pessoas "normais", ...).

Cada uma destas pessoas contribuiu, de alguma forma, para o meu fortalecimento/progresso/upgrade!

Muito Obrigado a todos !



segunda-feira, 4 de setembro de 2017

"Queimando" os sentimentos negativos (Setembro de 2018)

Em 3/9/2017 (Domingo), conversei com uma mulher sábia.

Ela me ensinou a pesquisar internamente eventos que ocorreram e me deixaram com (raiva, ódio, ressentimento, mágoa, tristeza, depressão, apatia, insegurança, ...).

Depois ela me orientou escrever num papel o resultado desta pesquisa. A seguir ela me desafiou a encontrar a origem, dentro de mim, de cada item pesquisado.

Caso encontrasse, escrever no papel.

Depois fazer uma oração e queimar o papel com os registros da pesquisa.

E assim "queimar" as lembranças nocivas.

Achei muito interessante a ideia de identificar e destruir as "sementes", os galhos, as folhas e os frutos das lembranças nocivas.

Me senti mais leve, mais forte, mais feliz, mais sábio, mais generoso, mais apto para prosseguir em minha jornada.

Também estou muito grato à ela.

Com certeza aquela conversa, curta e intensa, transformou o meu domingo, o meu setembro, o ano de 2017, a minha vida até agora.

Ela me ensinou a transformar essa parte negativa da minha vida. Isso foi maravilhoso.

Fico feliz por ter conversado com ela !

Fico feliz por compartilhar com você.

terça-feira, 29 de agosto de 2017

Orando, meditando, lendo e tecendo a minha rede de relacionamentos (Até agosto de 2018)

Estou meditando com mais frequência.

Estou lendo livros para conhecer e aplicar na minha vida diária o que estou aprendendo. Estou me esforçando para observar e me inspirar nos aspectos positivos das pessoas.

Devo admitir que ainda tenho o hábito de criticar (ainda que em pensamento) e ressaltar os pontos negativos das pessoas. É um vício arraigado e precisarei de muita boa de vontade, perseverança e tempo para dar uma guinada de 180º. Mas estou me esforçando para mudar.

Tenho pedido perdão  às pessoas com as quais esteja tendo dificuldades para me relacionar. É um pedido em forma de oração e pratico para pessoas vivas e também para pessoas já falecidas.

Estou investindo no meu relacionamento com o meu filho e com a minha irmã. Nos comunicamos via WhatsApp e também nos encontramos quando possível. É muito importante para mim fortalecer os nossos laços.

Também me comunico via WhatsApp com alguns novos componentes da minha rede de relacionamentos. 

Tenho caminhado sempre que possível.

Ouço músicas, e às vezes vou ao cinema.

O resultado disso tudo é acordar animado, com disposição, e mais fortalecido para aproveitar cada novo dia.

Meus dias possuíam cores esmaecidas. A partir de agosto de 2017, as cores ficaram mais fortes e quase não há mais dias cinzentos.

Obs.: Este texto foi postado em 29/08/2017. 

terça-feira, 22 de agosto de 2017

Agradecendo a Deus, minha família, aos que me marcaram (pessoas, filmes, músicas).

Agradeço as pessoas que (de alguma forma se relacionaram comigo).

1) Agradeço ao Deus de todos nós pela ajuda que tenho recebido (mesmo quando não percebo).

2) Meus pais que me mostraram o caminho, e deram o melhor deles. Muitas vezes se sacrificaram para que eu estudasse em bons colégios.
Peço perdão por só ter percebido de uma forma superficial a ajuda que eles me deram. Agradeço a eles pelo legado.

3) Meus irmãos que tanto me (socorreram, incentivaram, fortaleceram, ...), quando tratei de um câncer, aos 26 anos. Aquele foi o maior desafio da minha vida até então. A ajuda deles foi fundamental para eu superar o câncer. Sou grato a eles.

Confesso que muitas vezes eu desisti, mas de alguma forma consegui me manter vivo até virar o jogo. Eu estava levando uma surra do câncer, e, sendo muito sincero, até hoje não sei como consegui aquela virada.

Acho que algo, e/ou alguém e/ou alguma coisa e/ou um milagre ocorreu naquela época (não necessariamente nesta ordem).

4) A todas às pessoas que passaram pela minha vida, mesmo quando não fisicamente (Jesus Cristo, Maria (Imaculada Conceição), Kwan Yin, Zico, Pelé, Ayrton Senna, Guga, Nick Lauda, Mandela, Ghandi, Batman, Thor, Lara Croft, Indiana Jones, 007, Jason Bourne, Perseu, Percy Jones, Vinicius de Moraes, Milton Nascimento, Elis Regina, Tom Jobim, Cazuza, Renato Russo, Para-lamas do Sucesso, ...).

5) Alguns filmes: (Matrix, Em algum lugar do passado, série Mash, Avatar, O nome da Rosa, Coração Valente, Jesus de Nazaré, De volta para o futuro, Blade Runner, Excalibur, O auto da compadecida, Dona Flor e seus dois maridos (Com Sonia Braga, José Wilker e Mauro Mendonça), As pontes de Madison, Tropa de Elite (1 e 2),...).

6) Músicas nacionais (bossa nova, rock, reggae, instrumentais,...) e internacionais.

7) Todas as pessoas me ensinaram. (Algumas pelo amor. Outras pela dor). Muitas vezes eu ficava com (raiva, mágoa, ressentimento).

Eu não percebia que a Vida colocou no meu caminho as pessoas que me ensinariam o que eu necessitava.

Ultimamente a Vida tem me colocado pessoas amorosas. Eu acho ótimo, pois é muito difícil e doloroso o outro método. 

Além do mais já estou ficando cansado de levar pancadas e já não tenho mais tanta resistência como antes.


Educação

A Coreia do Sul investiu pesado em educação. O Brasil vai cortar 30% da verba de custeio das universidades federais, que comoção. A...