1) Até os 56 anos eu me sentia: (vítima, injustiçado, discriminado, sacaneado, coitadinho,...). Eu me sentia credor do Mundo. As pessoas tinham que
satisfazer as minhas vontades, na hora que eu queria, do jeito que eu
escolhia. Caso não fizessem eu me sentia: (diminuído, coitadinho, sacaneado).
Eu
jogava as responsabilidades pela minha vida para as pessoas que se
relacionavam comigo.
Eu
era injusto com as pessoas, e não me importava em feri-las. Eu era
um tirano, egoísta, imaturo, intragável.
Eu
me achava vítima do destino por ter uma doença incurável. Eu
manipulava as pessoas, usava a doença para obter vantagens nos meus
relacionamentos.
Eu queria "consertar" as pessoas (mesmo sem elas pedirem a minha opinião). Eu tinha muita dificuldade em aceitar as pessoas como elas são. Eu não conseguia consertar nem a mim.
Eu queria "consertar" as pessoas (mesmo sem elas pedirem a minha opinião). Eu tinha muita dificuldade em aceitar as pessoas como elas são. Eu não conseguia consertar nem a mim.
Hoje
percebo quanto sofrimento eu passei e também gerei nas pessoas a
minha volta. Sofri durante 14 anos (Dos 42 até os 56).
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2) Agora
me acho parceiro do mundo, comandante da minha vida. Assumi minha responsabilidade pelo meu
tratamento e pela minha vida independente.
Estou
construindo algumas redes de relacionamentos. Diminuiu muito o
sofrimento. Procuro não manipular as pessoas e faço para os outros
o que gosto que façam comigo.
Muitas vezes acontecem coisas que não me agradam, mas não tento "consertar" as pessoas. Estou aprendendo a olhar os acontecimentos "de fora", e só me manifesto quando pedem a minha opinião. Mas algumas vezes nem assim eu me manifesto. (Quando percebo que o destinatário não está pronto p/ ouvir a minha opinião).
Estou me esforçando para aceitar as pessoas como elas são.
Muitas vezes acontecem coisas que não me agradam, mas não tento "consertar" as pessoas. Estou aprendendo a olhar os acontecimentos "de fora", e só me manifesto quando pedem a minha opinião. Mas algumas vezes nem assim eu me manifesto. (Quando percebo que o destinatário não está pronto p/ ouvir a minha opinião).
Estou me esforçando para aceitar as pessoas como elas são.
Estou
mais maduro e apesar de não ter cura, a doença está controlada e tenho
uma vida saudável.