segunda-feira, 8 de maio de 2017

Reinserção Social - um desabafo (setembro de 2018)

-> No mercado de trabalho: Para mim é muito difícil. Não tenho mais saúde para trabalhar e dormir poucas horas por noite. Necessito dormir, no mínimo, oito horas por noite. (No meu último trabalho quase não dormia).

Gosto muito de informática. Mas ainda não descobri em quê poderia trabalhar profissionalmente. Confesso que isto me incomoda.

-> Social: Escrevo, converso, leio, vou ao cinema (pago meia entrada), ouço músicas (rádio, internet), surfo na internet (pesquiso assuntos de meu interesse, horários de filmes, trailers, vejo/ouço clipes, leio jornais, revistas, cursos gratuitos, ...).

Participo (do portal Vivências com o blog "Vivências de um bipolar", de Rodas de Conversa (para a área da saúde), de reuniões (de acompanhamento do grupo "A voz dos usuários e (do grupo de pacientes e de assembleia do Hospital Dia do Ipub)).

Faço tratamento (psiquiátrico).

Faço terapia na Dpa (Divisão de Psicologia Aplicada).

-> Mas apesar disso tudo, tenho momentos de desânimo, e nuvens densas, escuras, ameaçadoras, surgem para atrapalhar/dificultar a minha reinserção social.

-> Procuro me fortalecer/superar/reinventar a cada dia.

Agradeço pela ajuda que tenho recebido!

Sem essa ajuda eu não daria conta.

Paciente com cuidadores / sem cuidador (Setembro de 2018)

Com cuidadores (Equipe de: (enfermeiras, cozinheiras, limpeza, serviços gerais) da Clínica de repouso).
Dificuldade para tomar banho só, talheres sem faca, comer sem opção de escolha, roupas às vezes voltam manchadas, ou "somem", não pode usar o celular.
Estes são alguns obstáculos de morar numa clínica de repouso, além do valor cobrado pela clínica.

Além disso muitas vezes a dosagem dos remédios vem erradas. Tenho que corrigir e ensinar à enfermeira, e ainda assim algumas vezes o erro persiste.

Nunca pensei que diria isso mas quero a minha vida de volta.

Veja texto abaixo.
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Moro só. Apesar das dificuldades da doença, tenho dois estímulos (ser paciente e ser meu cuidador).

A solidão é um desafio enorme.

É muito duro não ter com quem conversar/partilhar/traçar uma estratégia/conviver.

A solidão é inflexível, desanimadora. Alguns dias acordo  mal, me sentindo inútil por não ter uma ocupação remunerada, me sinto só, vivendo uma vida sem propósito.

Então recebo duas mensagens WhatsApp 1) da minha terapeuta, que percebeu a minha instabilidade/necessidade e me propôs uma consulta extra (que rapidamente aceitei). 2) outra de uma professora me propondo um meio de divulgar meu blog para um público maior.

Concluo que existem pessoas que se preocupam comigo e querem me  ajudar a seguir em frente.

Muitas vezes sinto saudades da convivência com (minha irmã, algumas namoradas). Eram tempos felizes.

Acredito que, apesar dos altos e baixos, estou conseguindo prosseguir na minha jornada.

Procuro aprender com as minhas dificuldades.

Gosto de escrever para compartilhar as minhas experiências (é uma maneira de me sentir útil).

Procuro aprender a usar as ferramentas/oportunidades: Rodas de conversa, blog, informática, reuniões do grupo do Hospital Dia do Ipub, facebook, conversas informais.

Gosto de conversar com (meu médico, minha psicóloga, profissionais do CRAS Padre Velloso. Estas pessoas me ajudam bastante).

Eu estou voando em trapézios. As vezes pulo de um para outro. As pessoas do parágrafo anterior são as pessoas que salvam a minha vida.

Sou grato a todos, inclusive aos que não citei por esquecimento.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

Arte como terapia

-> Cinema: me (distrai, emociona, forma, informa, estimula o raciocínio, questiona, mostra histórias de: (superação, ficção, entretenimento, comédia, ação, romance, denúncia, inspiração)).

O cinema é um lazer mais barato que: (teatro, show, viagem, livro ...).

-> Fotos de: (lugares, natureza,pessoas, jogos, pontos turísticos, viagens, divulgação de: (filmes, peças teatrais, publicidade, exposições, obras expostas em museus), hábitos de (índios, comunidades, cidades, vilas, ...), festas (religiosas, profanas, comemoração de fundação de cidades, passeatas, comícios).

Atualmente boas fotos podem ser feitas com smartphones (com boa qualidade. Podem ser compartilhadas através de (WhatsApp, e-mail, facebook, ...).

Podem ser vistas após tiradas e descartadas as que não agradarem.

É uma grande vantagem em relação às máquinas fotográficas que utilizam filmes. (A única opção há alguns anos atrás).

-> Musicoterapia: (Oficina, os pacientes do Hospital Dia do Ipub da Ufrj, escolhem as músicas que serão executadas). As canções estimulam as emoções/lembranças que são externadas.
Gosto muito desta oficina. Muitas músicas de décadas atrás ainda estão muito atuais.

-> Palavrear (oficina na qual cada paciente fala o que quiser. Às vezes a mediadora faz perguntas que induzem a novos pontos de vista). 

-> Escrita (somos convidados a escrever sobre um tema livre, ou é escolhido um tema pré definido). Após um tempo cada participante lê o que escreveu. É realizada uma conversa sobre o que foi lido. Cada leitura me enriquece. Há uma troca de pontos de vista e todos ganhamos.
É uma das oficinas que mais gosto.

-> Teatro (tem muitas características do cinema (já descritas anteriormente). Procuro ir sempre que tem uma promoção).
As desvantagens são: 1) os horários (noturnos), com reduzida/inexistente segurança pública.
2) os preços que não cabem no meu orçamento.
Mas gosto muito do teatro.

-> Leitura: (livros, revistas, jornais, sites, blogs, portais, sinopses). Aprendo, viajo, me distraio, cresço, me fortaleço, sou desafiado, ...).

Me ajuda a perceber a realidade. Aprendo com histórias de superação. Estimula/desenvolve a minha imaginação.

Gosto muito de ler.

terça-feira, 2 de maio de 2017

Influência das Redes sociais no meu dia a dia (Setembro de 2018)

(e-mail, Facebook, WhatsApp, sites, portais, blogs, navegação na internet)

Sou da época que nada disso existia.

Quero agradecer as estagiárias da psicologia da Ufrj da (oficina de informática da "A voz dos usuários").

Elas são generosas, pacientes, assíduas, pontuais, acolhedoras, bondosas, acessíveis, têm boa vontade.

Aprendo muito com elas. Aos poucos vou descobrindo novas maneiras de me comunicar, novos meios para divulgar meus textos, minhas ideias.

Construo e divulgo mensagens que podem ser úteis.

Vou me atualizando, aprendendo (com a ajuda delas) a superar obstáculos.

Fico contente ao perceber que posso produzir um material sobre as minhas experiências.

Acho que isso é uma terapia transformacional. (Me transformo num ser humano melhor).

A generosidade delas gera em mim, um movimento, um gatilho que dispara um processo saudável.

Fico feliz por ter sido autorizado para assistir, como ouvinte, aula de psicopatologia da Ufrj.

Gosto muito de aprender.

Agradeço a toda equipe da Voz dos usuários. (Inclusive aos meus colegas (pacientes)).

Afastamento entre o profissional da saúde e o paciente após o tratamento (01/09/2018).


Fiquei fora das minhas atividades normais de novembro de 2017 até agosto de 2018. Tive um coágulo no cérebro, precisei fazer uma cirurgia (desde então tenho ficado em observação).
Após algumas etapas fui autorizado a usar transporte público 2X p/ semana. Recentemente fui autorizado a usar 3 X p/ semana.

Estou aprendendo a encarar as minhas limitações. Estou investindo na minha/meu (tolerância, paciência, autocontrole, leitura de livros, filmes, rodas de conversa, conversas sem rodas, conversas sem rodeios, contemplação, meditação, ouvir o(a) outro(a), ser pró-ativo, harmonia, bom humor, amor, gratidão, empatia, generosidade, troca de experiências de vida. Enfim: ser um humano melhor).

Fui tratado por algumas alunas de psicologia da Ufrj. O tratamento terminou quando elas se formaram.

Gostaria muito de manter contato com três delas. Elas me conhecem muito e acho um desperdício este afastamento entre nós.

Existe uma orientação/regra que não deve haver um relacionamento pessoal (só profissional) entre a terapeuta e o paciente.

Respeito, mas lamento que tenha que ser assim.

Gostaria e torço muito para que essa regra tenha uma (pelo menos uma) exceção.

De qualquer maneira, elas fizeram a diferença. Elas me ajudaram muito. Sou grato a elas.

Uma delas fez toda a diferença na minha vida. Ela avisou à minha família sobre a minha ausência à terapia. Assim pude obter o socorro médico que estava necessitando. Sou muito grato à ela.

Mas tenho que registrar que sinto falta de ser paciente delas.

Em sete anos de análise, elas foram as melhores terapeutas.

Tenho saudades das sessões, das observações, da convivência, da parceria.

Elas deixaram um belo legado.

Elas nasceram para serem psicólogas. Desejo que elas se realizem profissionalmente.

Torço para que elas sejam muito felizes.

Elas merecem !


Minha experiência no âmbito Sexualidade X Medicação (Setembro de 2018)

Uma médica me receitou um remédio, que transformou a minha sexualidade no mesmo interesse de um poste por uma mulher bonita.

Conversei com ela. A médica disse que era para tratar a minha doença e a sexualidade prejudicada era um efeito colateral.

Perguntei se não havia outro remédio sem esse efeito colateral.

Assim como os seios são muito importantes para as mulheres, a ereção é fundamental para mim.

Não é aceitável criar uma limitação tão intensa, e chamá-la de efeito colateral.

Gostaria de perguntar  se o paciente fosse (pai, marido, filho) dela, se ela receitaria este remédio.

Fica aqui a questão que não quer calar.

Falei que não iria mais tomar aquele remédio.

Acho muito saudável esta interação entre médico(a) X paciente.

Não consigo aceitar calado algo que acho injusto.

Ela prescreveu outro remédio e ficou tudo Ok.

Tratamento, quando a Religião atrapalha e quando ajuda (setembro de 2018)

Uma Religião atrapalha quando afirma que curará e resolverá tudo. Me incentivam interromper a ( medicação, terapia). Os representantes daquela Religião desconsideram  o fato que o Transtorno Bipolar de Humor ainda não tem cura. Não tem nada a ver com (Ser coisa do Diabo).

O transtorno não é algo de fundo espiritual. É uma deficiência de neurotransmissores.

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A Religião ajuda quando me orienta a me tratar com o psiquiatra, tomar a medicação conforme discriminado na receita, fazer uma terapia individual, procurar executar coisas que ocupem a minha mente (ouvir música, ler, andar de bicicleta, ir ao cinema, ir à biblioteca, ir à praia), investir na rede de relacionamentos. (Fazendo uma peneira e escolhendo pessoas que me ajudem e manter distância das pessoas nocivas para mim).

É ótimo quando informa a importância de eu preencher o tempo com atividades prazerosas, construtivas.

A religião também acerta quando forma um grupo, que percebe o meu sofrimento e se une para me ajudar. (Aceitando-me com minhas limitações).

É muito importante eu escolher uma religião com a qual eu tenha afinidade e me sinta bem em participar das atividades.

A Religião pode prejudicar mas também pode ajudar.

O melhor de tudo é que posso escolher o meu caminho.

Educação

A Coreia do Sul investiu pesado em educação. O Brasil vai cortar 30% da verba de custeio das universidades federais, que comoção. A...